domingo, 25 de março de 2012

Amor é para quem ama - Lenine

Amor É Pra Quem Ama - Lenine

Qualquer amor já é
Um pouquinho de saúde
Um montão de claridade
Contribuição Pra cura dos problemas da cidade
Qualquer amor que vem
Desse vagabundo e bobo
Coração atrapalhado
Procurando o Endereço
De outro coração fechado
Amor é pra quem ama
Amor matéria-prima
A chama
O sumo
A soma
O tema
Amor é pra quem vive
Amor que não prescreve
Eterno
Terno
Pleno
Insando
Luz do sol da noite escura"
Qualquer amor já é
Um pouquinho de Saúde
Um descanso na Loucura"

quarta-feira, 21 de março de 2012

Efeito apaziguador

Os afazeres diários nos desafiam a cada dia, a cada instante.
Não são somente ou principalmente os grandes feitos que nos mobilizam.
Reconheço hoje uma intensidade na vida comum e ao mesmo tempo um valor que há tempos atrás para mim, seriam empreendimentos possíveis de experimentação só para gente grande.
Grandes executivos, grandes cientistas, grandes artistas, grandes empreendedores.
Até então achava que só os grandes faziam a diferença.
Inversamente a essa minha pré-concepção, hoje me proponho a apreciar que a vida corre é ali, é aqui, é um gesto, uma atitude, uma palavra. Nessa forma de pensar, tudo fica dimensionado mais de perto.
Acho que nós temos uma grande dificuldade de aproximação, e provavelmente uma facilidade para distanciar. E lamentavelmente uma tendência para agir com a conveniência que nos fará tirar proveito numa situação ou noutra. E em tudo, o detalhe é decisivo, temos oportunidade de escolher, e tem muita gente escolhendo o momento errado na vida de aproximar e de afastar. Entretanto o aprendizado vem a galope, certeiro.
Revelar conforta. Eu preciso revelar. Tenho me convencido no decorrer da minha vida, do quanto os problemas estão perto, é um dado simples, se repete, e está ao lado, nos muitos lados, muitas vezes estão aqui e ai, comigo e com você, na vida da gente comum, que mata um leão por dia para conquistar o que quer que seja. Minha revelação não termina pessimista. Assim como a dor da alma humana pode se alcançar quem esticar a mão para tocar, a cura, a solução e a sanidade também estão bem pertinho. O caminho se abre no mesmo instante que você se abre para vê-lo surgir. Acostumamos a engessar os processos e muito mais, a engessar a nós mesmos.
Me proponho hoje ao exercício de girar!!!
Girando a gente passa a ver por vários ângulos, com outros olhos, sentir o nosso movimento aonde só havia paralisia, cansaço, desconforto. Girando, descobrimos coisas que estavam ali e nunca tínhamos notado, vemos movimento nas coisas ao nosso redor e girando eu percebo que eu sou só uma parte, uma pequena e ínfima parte de tudo que me cerca. Existe um todo maior, muito maior. Mas que eu só alcanço sendo parte. E ser parte, é ser pouco, é ser nada às vezes, é ser a pequena diferença, presente, insistente, que incomoda, que se mexe, que se prova na sutileza da vida, aquela que se repete, de sete às sete, mas que não se pode diminuir e que não necessita se engradecer.
Ao girar tudo fica mais ameno, pequeno e em paz...

domingo, 18 de março de 2012

domingo, 11 de março de 2012

Os acordes da paixão que fazem a melodia do amor

Em versos e estrofes quase se pode concretizar um amor,
você sente tanto como se aquele bem fosse seu.
Das rimas arranjadas para aproximar as palavras,
percebe a tentativa de colar os corações,
dois acordes que ajudam, sonoridade escolhida e a platéia revida
com sorriso de canto, alguns já em prantos, de emoção suspirando.
Não se acredita, que resgata uma vida, se faz bonita,
só de ali deixar entrar nos ouvidos, a poesia ritmada para se apaixonar.
Quem sofreu, quem ainda sofre e quem feliz está, se põe a cantar.
Os mais dramáticos, vibram empáticos, o peito a explodir, vontade de cair.
A cada acorde, nos instrumentos e nas mãos, daqueles benditos transmissores,
a voz acalenta, repara os mais rígidos, amolece a alma de quem se permite.
Se deixa levar... O som da saudade, do carinho, da delícia de se encontrar.

Murmúrio

Murmúrio - Casuarina
"Hoje só quero o murmúrio do canto da noite que vem me embalar
Quero escutar a saudade que tem tanta coisa pra me revelar
Lembrar que te amei muito mais do que é permitido em uma ilusão
E preencher o vazio com tudo que dita o meu coração
Hoje só quero o murmúrio da brisa macia que vem lá do mar
Quero seguir o caminho do tempo que passa pra não mais voltar
Cantar e quem sabe chorar tudo quanto ganhei, tudo quanto perdi
Relembrar amores que vivi...
Há quanto tempo que eu vivo a buscar solidão
Loucuras fiz a me enganar, a me perder sem razão
Hoje só quero poder relembrar sob o clarão do luar
Tudo que sofri sem reclamar."

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Um bom texto sobre o vocabulário feminino (ou humano)

Não sou muito adepta de ler textos que me dê a impressão de ler receita de bolo, ou bula de remédio, com prescrições, recomendações, medições, entretanto este texto (na verdade uma palestra, pelo que entendi) sugere algumas coisas contundentes e inspiradoras. Me tocou! Também me fez despertar para o contorno de comportamentos dos quais não nos damos conta  no cotiadiano e são bem descritos no texto.

A quem quiser apreciar...

"Se eu tivesse que escolher uma palavra - apenas uma - para ser item
obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um
verbo de quatro sílabas:
descomplicar.
Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da
hora de aprendermos a viver com mais leveza:
exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar
menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho.

Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão
falada qualidade de vida que queremos - e merecemos - ter.

Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da
mulher moderna.
Amizade, por exemplo.
Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia...) nas
relações amorosas, acabamos deixando as amigas em segundo plano.

E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto a
convivência com as amigas.
Ir ao cinema com elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente), sair
sem ter hora para voltar, compartilhar uma caipivodca de morango e
repetir as histórias que já nos contamos mil vezes - isso, sim, faz
bem para a pele.

Para a alma, então, nem se fala.

Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa,
prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular,
se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue
proporcionar.

E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário
duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino:
pausa e silêncio.

Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por
semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia - não importa - e a
ficar em silêncio.

Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes
de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos,
reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.

Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir.
Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de uma mulher
mal-humorada.
Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia.
Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção na
conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela amiga
engraçada - faça qualquer coisa, mas ria.
O riso nos salva de nós mesmas, cura nossas angústias e nos reconcilia
com a vida.

Quanto à palavra dieta, cuidado:
mulheres que falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias.

Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro feminino ou no
consultório do endocrinologista.
Nas mesas de restaurantes, nem pensar.

Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e
olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e
inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface e seu
chá verde sozinha.

Uma sugestão?
Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que, essa sim,
deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: gentileza.

Ter classe não é usar roupas de grife:
é ser delicada.
Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir.

Resgate aquele velho exercício que anda esquecido:
aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria
de ser tratada,
seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa,
no supermercado,
na academia.

E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser
indissociáveis da vida:
sonhar e recomeçar.

Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia,
o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um
dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu, sonhe que
está beijando o Brad Pitt ...
sonhar é quase fazer acontecer.
Sonhe até que aconteça.

E recomece, sempre que for preciso:
seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares.
A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.

E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a
palavra perfeição.

O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades,
inseguranças, limites.

Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, a dona de casa
impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil.

Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas
sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que
encara qualquer biquíni.
Mulheres reais são mulheres imperfeitas.
E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres.
Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina o excesso de
peso da bagagem
(e a busca da perfeição pesa toneladas), a tão sonhada felicidade fica
muito mais possível."

Jornalista Leila Ferreira 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Parece que deu um nó

Travesso, atravessado, pelo laço, preso no embaraço,
enrola, enrolado, que seu rolo já é conhecido,
Braços cruzados, efeito camisa de força,
contento a loucura velada, domesticada, sossegada.

Ficar maluco, embolar tudo, não se ajeitar,
ficar atrasado, esfomeado, desempregado, distraído, devendo,
Pernas amarradas, efeito da paralisia,
aqueles impecilhos cômicos, crescem em alta escala.

Não há descanso. A vida exige jogo de cintura.
Se coloque numa posição artista, porque as coisas vão embolar.
Não é a toa que até Nossa Senhora é desatadora de nós.