É porque existem muitas belezas!
Tem olhos que são bonitos,
Tem voz que é bonita,
Tem sorriso que é bonito,
Tem cabelo que é bonito.
Tem história que é bonita.
Tem amor que é bonito.
Tem amizade que é bonita.
Tem corpo que é bonito,
Tem dentes que são bonitos,
Tem unhas que são bonitas.
Tem muita gente que quer todas as belezas juntas.
Deve até ser bom, fora o constrangimento, tudo bem.
Mas nem tudo é belo, perfeito e pronto, e nem todos.
Alguém deve achar também que pode misturar, incrementar.
Vai ver tem olhos bonitos e o cabelo nem tanto.
Vai ver a história é bonita mas as unhas roídas.
Vai ver o sorriso é bonito mas o corpo é franzino.
E nessa coisa toda, Deus sabe o que faz. Ainda bem que há beleza no mundo. E graças a Deus não é só isso que há.
sábado, 29 de março de 2014
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Grata
De tudo que me falta, sobra muito o que recebi
Posso até achar que ainda não tenho tudo
E que tudo eu não quero ter,
Mas eu quero o tudo do meu querer.
E meu querer é assim forte e simples.
É não exceder.
É ser graciosa com as palavras.
É ver mais das pessoas, começando por mim.
É contemplar.
É admirar.
É me inspirar.
É me compadecer.
É me divertir.
É ponderar, é tolerar.
Meu querer é saber esperar.
Meu querer é sempre aprender.
Pode ser rir para depois chorar.
Pode ser chorar para depois rir.
É simples como dias ensolarados.
É forte como cenas de enredos dramáticos.
É simples como os acordes mais básicos unidos.
É forte como um abraço de perdão.
Simples feito o caminhar
Forte feito o encaminhar.
Grata por isso, por hoje!
Posso até achar que ainda não tenho tudo
E que tudo eu não quero ter,
Mas eu quero o tudo do meu querer.
E meu querer é assim forte e simples.
É não exceder.
É ser graciosa com as palavras.
É ver mais das pessoas, começando por mim.
É contemplar.
É admirar.
É me inspirar.
É me compadecer.
É me divertir.
É ponderar, é tolerar.
Meu querer é saber esperar.
Meu querer é sempre aprender.
Pode ser rir para depois chorar.
Pode ser chorar para depois rir.
É simples como dias ensolarados.
É forte como cenas de enredos dramáticos.
É simples como os acordes mais básicos unidos.
É forte como um abraço de perdão.
Simples feito o caminhar
Forte feito o encaminhar.
Grata por isso, por hoje!
Pelo mundo
Esteja em si
Saia de si
Compreenda!
Veja de perto
Escute o recorrente
Afasta-se de si!
Conhecer a si mesmo é entrar e sair, é convidar-se a entrar e expulsar-se muitas vezes.
Veja-te com os outros, e não nos outros.
Descolar-se de determinantes,
Ir pelo mundo, desejante...
Saia de si
Compreenda!
Veja de perto
Escute o recorrente
Afasta-se de si!
Conhecer a si mesmo é entrar e sair, é convidar-se a entrar e expulsar-se muitas vezes.
Veja-te com os outros, e não nos outros.
Descolar-se de determinantes,
Ir pelo mundo, desejante...
O pulo do gato
Como se tivesse descoberto algo, envolto de grande segredo e encanto, permaneceu contendo-se das emoções que lhe ocorriam de sobressalto.
Cantava por dentro as canções que soavam mística e ainda assim revelava por descuido algumas frases soltas, talvez àquelas que a alma não aguentava segurar. Eram as mais marcantes.
Talvez quisesse fazer como todos os outros faziam: revelar-se otempo todo para quem quer seja, para muitos e para poucos de consideração.
Ponderando sobre si, decidiu que melhor não. Guardo para mim meu sucesso e meu fracasso de cada dia. Até mesmo os amigos, poucos devem saber, do muito que se necessita dizer. Devagar entende-se o porquê.
A sua verdade (se é que isso existe) estava sendo desencoberta por um árduo trabalho, duro trabalho, de insistência e de dor.
As coisas tornavam-se difíceis por demais quando entendia que fazer a mesma coisa de sempre manteria o mesmo infortúnio de sempre.
E fazer diferente era a questão. Agora explica: como? de que jeito? Famoso pulo do gato.
O pulo do gato ninguém explica, porquê ninguém entende.
Ou melhor, entende. Coisas que só as razões particulares pode fazer entender. Generalizar não funciona. Globalizar não funciona. Recomendar não funciona.
Para ele foi fazendo sentido devagar, tão devagar que dava até nervoso. Até que foi sendo tomado por relâmpagos de ideias sobre como caminhar. E por ai que está o pulo do gato.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Ressignificar uma porção de coisas
Não é que seja bom querer o sol e ganhar a lua.
Não é que seja ruim esperar a chuva e o tempo abrir.
Não é que seja triste descobrir a solidão.
Não é que seja feliz quem não para de rir.
No mundo uma porção de coisas estão por ai.
No mundo uma porção dessas coisas não estão nem ai.
No mundo uma porção de gente não está nem ai.
No mundo uma porção de coisas estão por vir.
E não é que seja difícil esperar.
Não é que seja impossível perdoar.
Não é que se queira o mal, nem o bem e talvez o mal e o bem.
No mundo dessa porção de coisas o que se tem já valeu mais.
No mundo de uma porção de coisas é difícil saber o que dar valor.
No mundo de meias porções e porções inteiras
Tem gente que se dá, se vende, se entrega, se conquista.
Não é que seja ruim quem se dá.
Não é que seja menor quem se vende.
Não é que seja melhor quem se entrega.
Mas é que no mundo dessa porção de coisas
Quem se conquista para deixar-se conquistar
Tem que ressignificar uma porção de coisas.
sábado, 10 de agosto de 2013
Um golpe da vida
Como se pretendesse ser tudo que não se é, mostrava-se em excesso.
Tentava cotidianamente domar seus leões internos.
Conhecendo-se de cabo a rabo sabia que não era fácil.
Faria mais e melhor, à esquiva de sua naturalidade.
Pode até então ouvir queixas e achava mesmo que não tinha lugar no mundo.
O que pairava no ambiente higiênico não permitia sua sujeira aparecer.
Vivia se corrigindo, se desculpando, se culpando e fugindo de se reconhecer.
Colecionava desafetos e sobravam desentendimentos, até que sua própria tristeza conduziu-o a uma direção diferente. Sempre dizia, não aprendi isso, não fazia assim, eu sou desse jeito. Não vou me adaptar.
"Agua mole em pedra dura tanto bate até que fura."
Vendo de outro modo, foi um jato bem intenso, frio congelante, que tratou de despedaçar.
A quebrar resistências, arrogâncias, um ar cheio de razão.
Desmoronado tratou de refazer-se.
Talvez não mais quisesse ser pedra.
Talvez não quisesse ser muito rígido.
Talvez não quisesse ser duro consigo mesmo.
Talvez não quisesse sua frieza com os outros seres.
Talvez se constituiria um novo ser.
O que se há de fazer com os golpes da vida?
O que se há de fazer com a impossibilidade de ser a mesma coisa?
Dentre tantas possibilidades, aceitar.
Tentava cotidianamente domar seus leões internos.
Conhecendo-se de cabo a rabo sabia que não era fácil.
Faria mais e melhor, à esquiva de sua naturalidade.
Pode até então ouvir queixas e achava mesmo que não tinha lugar no mundo.
O que pairava no ambiente higiênico não permitia sua sujeira aparecer.
Vivia se corrigindo, se desculpando, se culpando e fugindo de se reconhecer.
Colecionava desafetos e sobravam desentendimentos, até que sua própria tristeza conduziu-o a uma direção diferente. Sempre dizia, não aprendi isso, não fazia assim, eu sou desse jeito. Não vou me adaptar.
"Agua mole em pedra dura tanto bate até que fura."
Vendo de outro modo, foi um jato bem intenso, frio congelante, que tratou de despedaçar.
A quebrar resistências, arrogâncias, um ar cheio de razão.
Desmoronado tratou de refazer-se.
Talvez não mais quisesse ser pedra.
Talvez não quisesse ser muito rígido.
Talvez não quisesse ser duro consigo mesmo.
Talvez não quisesse sua frieza com os outros seres.
Talvez se constituiria um novo ser.
O que se há de fazer com os golpes da vida?
O que se há de fazer com a impossibilidade de ser a mesma coisa?
Dentre tantas possibilidades, aceitar.
sábado, 25 de maio de 2013
Tudo fica sustentado pela fé
Alimento da alma não se encontra em ofertas fáceis.
É preciso um arrancar de si.
Perceber-se sedento, ainda que se desconheça do quê.
É quando se olha para cima e se olha para dentro para entender.
E se olha para dentro e se olha para cima para perdoar.
Não necessita falar, não necessita saber, não necessita pedir.
Mas se puder explicar, traduzir em palavras vai ajudar.
Incredulidade que cega, afasta e desmorona a esperança.
Aceitar que não se crê devia aproximar.
Confessar que não compreende os fatos.
Desafrouxando as dores do peito.
Permitir não guardar todas.
Desaprisionar a tristeza, dá-lhe outra moradia.
Não sou capaz de pensar pouco.
Não me desapego e esqueço o que quero abandonar.
Só rezo e peço que eu 'veja no geral' e possa acreditar.
Com pena que não me enganam as coisas vis.
Para mim não basta aparentar tem que transcender.
Nem sempre transparecer e aparecer.
Entregar-se!
Tentativa de estar perto do amor maior que não está em mim.
Que só sinto quando acredito que posso confiar.
"Milagres acontecem quando a gente vai à luta." OTM
É preciso um arrancar de si.
Perceber-se sedento, ainda que se desconheça do quê.
É quando se olha para cima e se olha para dentro para entender.
E se olha para dentro e se olha para cima para perdoar.
Não necessita falar, não necessita saber, não necessita pedir.
Mas se puder explicar, traduzir em palavras vai ajudar.
Incredulidade que cega, afasta e desmorona a esperança.
Aceitar que não se crê devia aproximar.
Confessar que não compreende os fatos.
Desafrouxando as dores do peito.
Permitir não guardar todas.
Desaprisionar a tristeza, dá-lhe outra moradia.
Não sou capaz de pensar pouco.
Não me desapego e esqueço o que quero abandonar.
Só rezo e peço que eu 'veja no geral' e possa acreditar.
Com pena que não me enganam as coisas vis.
Para mim não basta aparentar tem que transcender.
Nem sempre transparecer e aparecer.
Entregar-se!
Tentativa de estar perto do amor maior que não está em mim.
Que só sinto quando acredito que posso confiar.
"Milagres acontecem quando a gente vai à luta." OTM
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